Como calcular o preço do seu produto ou serviço

Por Miriam Barros

Apesar de parecer óbvia a necessidade de calcular corretamente o preço de um produto, muitos gestores não sabem por onde começar o cálculo. 

E é por isso que muitas empresas acabam fechando suas portas (além de outros motivos, como, por exemplo, não realizar uma gestão financeira eficiente).

A precificação correta é muito importante para o sucesso de uma empresa. 

Antes de anunciar qualquer venda de produto ou serviço, o cálculo da precificação é essencial. Por isso, não saber calcular esse preço é um tiro no pé de muitos que buscam empreender.

Muitas vezes o preço de um produto não está diretamente relacionado com a ideia de lucratividade da empresa.

Isso porque, se um gestor busca fazer uma análise de mercado sólida, olhar para o produto do concorrente e os preços praticados, ele pode perceber que seu produto está acima da média de qualidade em relação aos que estão sendo ofertados no mercado.

Essa percepção, junto à identificação de um público que está disposto a ser fiel ao seu produto ou serviço, pode acabar elevando o preço do que você oferta.

Nesse caso, o preço do produto estaria muito mais atrelado ao posicionamento do negócio no mercado do que ao lucro em si.

Porém, esse preço parte de uma visão do gestor, sem o cálculo exato de como ele poderia cobrar pelo seu produto/serviço. Assim, não podemos definir se existe, de fato, uma vantagem em suas negociações. 

Portanto, saber calcular o preço de um produto ou serviço é essencial para atingir o cenário ideal para o gestor. O lucro, então, é parte inerente do processo, mas ele pode não estar diretamente relacionado a preços altos, mas sim a um planejamento assertivo de precificação, que envolve analisar não só o produto ofertado, mas todo o mercado, concorrentes e seu público-alvo.

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Calculando o custo de um produto

Para calcular um preço de venda, é necessário entender quanto o seu público-alvo pode pagar, qual o preço que os concorrentes estão aplicando e, por último, o que volta para a empresa - que seria o lucro da venda.

O primeiro passo, portanto, consiste em saber calcular o custo de um produto/serviço para chegar em um preço final que seja capaz de cobrir gastos e que se encaixe na realidade do mercado em que sua empresa se insere. Por último, o preço calculado deve abraçar o lucro capaz de sua venda gerar.

 

Tipos de custo

Antes de tudo, é importante ressaltar que cada tipo de negócio possui características próprias. Por exemplo, um e-commerce provavelmente terá gastos diferentes de uma fábrica, que precisa arcar com insumos e processos de produção.

Por isso, cabe ao gestor saber identificar os custos da empresa e incluí-los na conta a ser feita para chegar a precificação correta.

É importante, também, saber identificar o que é custo, despesa e perda para a empresa, pois esses números devem ser analisados para precificar um produto ou serviço.

O custo é o valor que a empresa gasta com a produção ou com a compra de um produto. Já a despesa, é o valor referente ao que é gasto com a comercialização do produto. Perda seria o valor que não gera nenhum retorno financeiro e é imprevisto.

Ao identificar cada um desses elementos, é possível calcular o custo total de um produto. É importante buscar um equilíbrio entre esses 3 parâmetros, para que a produção ou compra de um produto tenha o custo mais baixo possível, com despesas controladas e sem perdas.

Apesar de esse ser o cenário ideal, é bastante comum que ele não seja alcançado. Porém, conhecer esses termos e o que eles representam é o primeiro passo para que se possa analisar de forma consistente o seu custo total.

Analisá-los separadamente é importante para que o gestor consiga identificar onde pode melhorar, buscar alternativas possíveis e diminuir os impactos no cálculo do custo total de um produto.

Falando dos tipos de custo, ele precisa ser dividido para que seja possível chegar ao valor do custo total de um produto ou serviço. 

Existem os Custos Fixos, que se referem aos valores que não variam de acordo com o volume de produção ou de compra. Exemplo: aluguel do depósito, escritório, enfim.

Dentro do custo fixo existem duas categorias, que são os custos diretos e indiretos.

Os custos diretos são os que estão diretamente ligados à produção ou compra do produto. Exemplo: empresa que compra produtos já finalizados para que sejam revendidos.

Outro exemplo é o custo de matérias-primas, mão de obra, depreciações de máquinas. Esse tipo de custo são mais fáceis de serem identificados

Já os custos indiretos estão relacionados aos gastos que precisam de rateio e divisões para que possamos chegar ao custo final.

Exemplo: Limpeza, logística, gasolina para buscar produtos em fornecedor, conta de energia, alimentação.

Em resumo, são custos que não estão diretamente relacionados com o produto de fato.

Além dos custos fixos, existem também os custos que são variáveis que, como o nome já diz, variam de acordo com o volume de produção, de compra, de vendas e, para alguns produtos, também podem variar com questões como sazonalidades, ações promocionais.

Um exemplo disso é o aumento de comissões de venda em datas específicas.

Após conseguir identificar todos os gastos citados, o cálculo para chegar ao custo total é feito da seguinte forma:

Custos Diretos + Custos Indiretos + Custos Fixos + Custos Variáveis = Custo Total.

CD + CI + CF + CV = CT

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Calculando o preço de venda

Levando em consideração os pontos que abordamos anteriormente, o valor do preço final de venda parte da soma de dois valores: custos + lucro.

Por isso, é extremamente necessário que antes de tudo seja definido o quanto a sua empresa deve ganhar após uma venda - ou seja, qual será o lucro.

No começo do post, falamos que esse lucro não deve estar atrelado a preços altos. É importante saber calcular o custo de um produto para que seja possível aumentar a margem de ganhos. 

Entendendo na prática, imagine que existem duas lanchonetes na mesma rua. Uma vende hamburguer a R$20 e a outra a R$30.

Elas estão disputando a mesma clientela, utilizando os mesmos fornecedores, vendendo lanches "iguais" (em relação aos ingredientes utilizados), mas a segunda lanchonete tem uma margem de lucro muito maior.

Você deve estar pensando que a primeira lanchonete está "perdendo dinheiro" ao ofertar produtos por um preço abaixo da sua concorrente. Porém, é possível que essa lanchonete esteja lucrando mais, justamente por calcular corretamente os seus custos. 

Talvez a primeira lanchonete tenha desconto na compra de pão (custo direto), aluguel mais barato (custo fixo) e pode trabalhar com aplicativos diferentes (custo variável).

Levando esse cenário em consideração, é possível perceber que: saber calcular o custo de um produto está diretamente relacionado ao quanto que a empresa pode lucrar, do que no preço final do produto em si. 

Por isso, reiteramos a necessidade de conhecer o mercado, seus concorrentes, seu público-alvo, além de acompanhar tendências.

Após toda essa análise, chegamos à questão principal do post: Como calcular o preço de venda do meu produto ou serviço?

Como afirmamos, para isso é necessário avaliar todos os pontos levantados anteriormente. Após passar por todas essas etapas, você vai definir o seu preço de venda da seguinte forma:

Custos + Lucro = Preço de venda.

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