Como escolher a maquininha de cartão ideal para o seu negócio?

Por Miriam Barros

Se você chegou até aqui, é porque provavelmente está pensando em adquirir a sua primeira ou próxima maquininha de cartão.

Primeiramente, devo dizer que você está certíssimo! Não aceitar cartões hoje em dia é, basicamente, perder vendas.

É muito comum encontrar pessoas que não andam mais com dinheiro vivo no bolso, apenas com cartão de crédito e débito.

Por isso, se você não aceitar cartões, pode ter CERTEZA que o seu concorrente vai aceitar e roubar todos os seus possíveis clientes.

Além de aumentar seu fluxo de vendas, aceitar cartões em sua empresa também garante uma melhoria na segurança interna, por não carregar o tempo todo o dinheiro em caixa físico.

Ou seja, além de aumentar seu número de clientes, as maquininhas vão te ajudar a gerir melhor o seu fluxo de caixa.

Porém, é importante saber que no mundo dos meios de pagamentos nem tudo é um mar de rosas.

Para escolher a melhor opção de solução de pagamento, é importante compreender os principais pontos a serem avaliados na hora de pesquisar sobre as operadoras de cartões e suas soluções! Vamos lá?

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1 - Entenda as necessidades da sua área de atuação


As suas necessidades mudam muito de uma área de atuação para outra. Por exemplo, se você possui um restaurante, a sua forma de receber pagamentos vai ser diferente de alguém que possui um posto de gasolina.

Explico: o ideal para um restaurante seria aceitar todos os vouchers (ou pelo menos os principais) entre suas bandeiras. Seria interessante, também, conseguir realizar a cobrança na mesa do cliente. Ou seja, além de aceitar vouchers, seria desejável que a maquininha possuísse mobilidade.

Quando se trata de um posto de gasolina, os vouchers não passam a ser necessários. A mobilidade é interessante, mas em muitos casos ela também não existe.

Se você possui um supermercado, além de aceitar vouchers, é interessante que a sua maquininha imprima comprovantes de venda. Além de suportarem um grande fluxo e, de preferência, possuírem integração TEF - pois muitos supermercados trabalham com sistemas de gestão integrados.

Ou seja, são diversas soluções disponíveis no mercado mas muitas delas não vão servir para diversos tipos de negócio. A pesquisa é necessária e de extrema importância!

2 - Atente-se a localização da sua empresa

As maquininhas disponíveis no mercado possuem diferentes formas de conexão para receber e enviar dados.

Alguns estabelecimentos estão localizados em espaços que dificultam a chegada de sinal de operadoras de celular. Por isso, quando se trata de maquininhas com conexão 3G e de chip, estes lugares são problemáticos, por exemplo.

Estes espaços podem ser cidades mais afastadas, estabelecimentos em subsolo, entre outros. Ou seja, nesse caso, é importante levar a conectividade da maquininha em consideração para chegar à melhor solução possível.

Afinal, se você já passou por isso, sabe como é ruim: a falta de sinal na hora da finalização de uma venda. Isso pode, inclusive, resultar na perda de algumas vendas.

Existem também alguns lugares que nenhum sinal de operadora funciona. Nestes casos, o ideal é investir em maquininhas com conexão wi-fi ou em maquininhas com fio, que são conectadas à linha telefônica ou banda larga.

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3 - Pense no preço dos seus produtos

O ticket médio de um estabelecimento está diretamente relacionado ao tipo de produto que é vendido.

Para empresas que trabalham com produtos de ticket baixo, é possível que não seja realizada nenhuma venda parcelada. Por exemplo: padarias, lanchonetes, bancas de revista... São lugares em que se paga, normalmente, à vista.

Já empresas que possuem ticket médio maiores (lojas de roupa, móveis etc) costumam parcelar compras e oferecer condições especiais de pagamento.

Existem, também, empresas que trabalham com tickets variados e oferecem produtos caros E baratos.

Listamos, então, três possíveis cenários para se pensar em qual maquininha de cartão adquirir.

No primeiro cenário, o de ticket baixo, é ideal que se busque maquininhas que ofereçam as melhores taxas para vendas no crédito e débito à vista.

Já no segundo caso, de ticket alto, é interessante pesquisar por maquininhas que possuem as melhores taxas para parcelamento.

Já no terceiro caso, de uma empresa com ticket híbrido, as melhores maquininhas serão aquelas que possuem boas taxas para qualquer modalidade de venda.

4 - Qual é o seu fluxo de clientes?

Quanto maior o seu público, mais bandeiras de cartão você deve estar apto a aceitar.

Existem maquininhas no mercado que trabalham com um número relativamente pequeno de bandeiras. Já outras, possuem uma vasta gama de bandeiras a aceitar.

É importante saber reconhecer as principais bandeiras do mercado, que são: Mastercard, Visa e Elo. Caso seu fluxo de clientes seja baixo, pode ser que aceitar essas bandeiras já seja mais do que o suficiente.

Dependendo do seu negócio, você também precisa abrir o leque para aceitar outras bandeiras, como vouchers (vale refeição e alimentação).

São pontos que vale ficar atento para não cair em pegadinhas. Às vezes o lojista decide aceitar o maior número de bandeiras, paga mais caro por isso e, no fim das contas, acaba passando apenas as principais do mercado.

Caso seu fluxo seja grande, é sempre importante evitar que se formem filas no seu estabelecimento, pois isso tende a irritar os clientes. Para isso, invista em maquininhas que possuem um bom processamento de vendas, com rapidez e bom desempenho.

5 - Informe-se sobre a tecnologia de cada maquineta

Como comentamos anteriormente, o número de opções de maquinetas no mercado é enorme. As opções de tecnologia utilizada por cada uma delas também é vasta. Por isso, é bom conhecer minimamente os diferenciais que cada tecnologia proporciona para entender se elas podem ou não agregar valor a sua experiência de venda

Um exemplo de tecnologia são as maquininhas que funcionam com conexão bluetooth. Estas, necessitam de um celular para conseguirem realizar suas operações. Apesar de funcionarem normalmente, a necessidade do celular já limita um pouco a liberdade da própria maquininha de operar.

A modalidade de alguns estabelecimentos exige, também, a impressão de comprovantes para clientes. No caso de supermercados, lanchonetes, restaurantes, é interessante sempre ter maquininhas com bobina e comprovante impresso. Alguns outros tipos de estabelecimentos podem possuir apenas a opção de comprovante digital, via SMS ou e-mail.

Hoje em dia, as principais operadoras do mercado oferecem também uma opção de maquininha Smart, que possui integração com loja de aplicativos e ferramentas que proporcionam ao cliente recursos para realizar um controle financeiro organizado da própria empresa. Essas tecnologias são grandes aliadas dos empresários e gestores!

6 - Baseie-se no seu rendimento mensal

A depender de seu rendimento mensal, pode ou não valer a pena investir em uma maquininha que é alugada. Isso porque o aluguel de maquininhas custa em torno de 150 a 200 reais por mês.

Existem modelos que podem ser comprados pelo lojista e assim, ele se livra de um custo mensal que teria caso alugasse a maquininha.

7 - Conclusão

Como tentamos explicar neste artigo, existem diversas particularidades que podem nortear a escolha da maquininha ideal para uma empresa.

Dito isso, é importante salientar, então, que não existe a "melhor maquininha do mercado".

Existem maquininhas que possuem as melhores taxas para débito e crédito à vista, maquininhas que possuem melhores taxas para crédito parcelado, maquininhas que possuem mais conectividades do que outras e por aí vai.

O mais importante, antes de tudo, é conhecer minuciosamente a sua empresa. A partir desse conhecimento, será possível avaliar as diversas opções dispostas no mercado e tomar uma decisão assertiva a respeito de qual é a melhor solução para o seu negócio!

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