Marketplace: o que é e como vender em marketplace?

Por Miriam Barros

Para quem está começando sua própria loja agora, o mundo online oferece um leque imenso de possibilidades na hora de criar um negócio. O marketplace é um deles. Neste artigo vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre!

Recurso útil para alavancar as vendas de quem está começando, funciona como uma espécie de shopping center virtual, onde o comprador está em um espaço único, mas com diversas opções de produtos e lojas.

Com certeza você já ouviu falar do Mercado Livre, Magazine Luiza e Amazon. O que eles possuem em comum? Funcionam como um marketplace.

Como você pode vender dentro de marketplaces para turbinar sua loja virtual? Isso e muito mais será explicado agora. Continue com a gente!

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O que é market place?

Um marketplace é um centro comercial virtual, onde o lojista expõe seus produtos para os consumidores dentro da loja de terceiros. Caso o lojista queira somente criar a conta e vender, sem ter a estrutura de uma loja própria, é possível.

Mas o marketplace deve ser visto mais como um local para tornar sua loja conhecida e adotar estratégias para fidelizar o cliente e levá-lo para seu e-commerce, já que um marketplace possui taxas elevadas, que iremos explicar mais a frente.

Há também outros tipos de negócios atuando como marketplace. O iFood e a Uber são dois exemplos claros, já que ambos são um espaço para que terceiros ofereçam seus serviços dentro da plataforma.

Não é um conceito totalmente novo. Surgiu no Brasil em 2012 e muitas grandes empresas já o adotam.

 

Como funciona o marketplace?

O marketplace cuida das principais operações que uma loja teria, como atração de tráfego e campanhas online. Também cuidará de toda a operação eletrônica, como checkout do pedido, emissão de nota fiscal, em alguns casos entrega, etc.

Já o lojista também tem um papel importante, já que ele deverá passar informações e deixar claro que o produto é confiável.

Apesar de muitas pessoas comprarem dentro de uma loja grande sem saber que pediu dentro do marketplace, outros clientes sabem e desconfiam desse sistema, já que, infelizmente, existem pessoas que aproveitam o nome dos sites para vender produtos falsos ou de baixa confiabilidade.

O vendedor também cuida do estoque e das fotos do produto, que serão utilizados pela loja para divulgação. 

 

Qual a diferença entre marketplace e loja própria?

Como dito acima, existem diferenças entre vender em um marketplace e em vender na sua própria loja.

A diferença mais visível é que, quando você compra em um marketplace e escolhe uma cama, por exemplo, a cama está sendo vendida pela loja A e entregue pela Magazine Luiza.

Já no e-commerce, o produto é vendido e entregue pela Loja A. Ou seja, toda a logística é por conta somente de uma empresa.

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Vantagens do marketplace

Se você ainda está em dúvida se deve optar em vender em marketplaces, listamos as principais vantagens para ajudar nessa decisão.

 

Acesso a um público grande

Os principais marketplaces do mercado costumam ser sites já bem consolidados e conhecidos do público. Como vantagem, o vendedor irá expor seu produto em uma vitrine que atrai milhões de acessos por mês.

Algo essencial em qualquer negócio, atrair visitantes para sua loja virtual pode ser uma tarefa bem árdua no início. Afinal, é algo que será conquistado a médio e longo prazo.

Dentro do marketplace, você já coloca seu produto em uma vitrine bem consolidada, que atrai públicos diversos.

 

Participação em campanhas de marketing

A grande maioria das lojas de marketplace fazem o impulsionamento dos produtos disponíveis no catálogo, sendo de terceiros ou não. Afinal, as vendas de marketplace também geram uma renda interessante para eles.

Grandes varejistas fazem campanhas de marketing robustas, seja em televisão, rádio e também no mundo online, com anúncios em diversas redes sociais.

 

Investimento inicial baixo

Ao ingressar em um marketplace, não é preciso pagar as taxas logo de cara, somente após a venda ser realizada, o que é ótimo para quem não possui muitos recursos para investir em divulgação.

Quem optar somente por manter sua operação nesse sistema, também consegue reduzir bastante os custos de manter um e-commerce próprio.

 

Fator da confiança

As plataformas de mercado também têm a vantagem do fator da confiança. 

Em vez de comprar de uma loja online desconhecida da qual nunca ouviram falar, os compradores se sentem mais à vontade comprando de um nome que conhecem e confiam, como a Amazon.

Claro que isso não é um impeditivo para ter sua loja, já que também é possível construir uma marca confiável. Mas para quem está começando, é interessante contar com essas plataformas para demonstrar mais sobre sua loja.

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Desvantagens do marketplace

Mas como você deve imaginar, nem tudo são flores. Existem desvantagens de atuar em um marketplace, que são importantes e irão pesar na sua decisão. São elas:

 

Competição acirrada

Como estamos falando de um shopping que agrega lojistas, que vendem seus produtos naquele espaço, você não estará sozinho. Seus produtos serão apresentados em categorias em que outros vendedores também estarão presentes.

Isso intensifica a competição nesse espaço, que caracteriza uma ótima vitrine para o cliente, que está repleta de opções. Porém, não esqueça que a sua visibilidade é compartilhada com vários vendedores.

Além disso, se você vende produtos com uma margem de lucro muito apertada, é bom ficar atento. A comissão cobrada pelo marketplace pode representar um risco para seu faturamento.

 

Comissões relativamente altas

Se por um lado, você economiza em campanhas de divulgação, por outro, as taxas do marketplace abocanham parte do seu lucro. 

As comissões pelas vendas podem ser relativamente altas em alguns casos. Fique atento, pois os índices podem variar de 10% até 25%, conforme a política de cada site.

A dica é colocar à venda itens que você consiga oferecer a um preço competitivo para ter uma margem de lucro saudável.

 

A base de clientes não é sua

Se você já conquistou boas vendas através do marketplace e um dia decidiu investir em uma estratégia para levar os clientes para sua loja, saiba que isso será mais difícil do que o imaginado.

Isso porque você não tem acesso ao banco de dados dos clientes, já que pertencem à loja. Além disso, existem regras que não permitem o compartilhamento de dados dos clientes, então o vendedor fica restrito ao marketplace praticamente.

Mas há formas de contornar isso, como deixando um brinde dentro da caixa junto com uma caixinha convidando a pessoa a conhecer sua loja. Porém, depende também da forma de entrega de cada loja (e se eles permitem isso).

Exemplos de marketplace no mercado

O mercado de marketplace está crescendo cada vez mais. Muitos formatos diferentes de negócios adotam esse formato para expandir suas operações, sendo que algumas dependem quase exclusivamente disso.

A seguir, confira os principais exemplos de marketplace no mercado e como eles funcionam.

 

1. Produtos físicos

É o formato mais comum quando falamos de marketplace. Lojas como Americanas e Amazon são dois grandes exemplos que marketplaces voltados para produtos físicos.

Dentro dessas lojas, você pode vender roupas, livros, calçados, eletrônicos, bebidas, móveis, utensílios de cozinha e muito mais.

As lojas mais conhecidas neste setor são:

  • Dafiti;
  • Netshoes;
  • Zattini;
  • MadeiraMadeira;
  • Mobly;
  • Leroy Merlin;
  • Mercado Livre;
  • Aliexpress;
  • Elo7;
  • Shopee;
  • Extra, entre outros.

Lojas como Dafiti e Netshoes apostam em nichos mais específicos, como roupas e calçados. Já outros, como o próprio Mercado Livre, é possível encontrar de tudo dentro do site.

 

2. Produtos digitais

Outro formato comum são os marketplaces de produtos digitais. São espaços voltados somente para a comercialização de cursos online, livros digitais, podcasts, áudio livros, apostilas, etc.

Alguns sites conhecidos, como Mercado Livre, também aceitam produtos digitais dentro do seu marketplace. Mas há outras empresas, como a Hotmart, que são dedicadas à comercialização de produtos neste formato.

 

3. Prestação de serviços

Como explicado rapidamente, existem também plataformas que funcionam como marketplace. Dentro delas, o comerciante pode cadastrar seu serviço e contar com a visibilidade da plataforma para fazer vendas.

Os exemplos mais conhecidos são o iFood, Uber, Rappi e outros. São aplicativos que conectam todas as partes interessadas, em troca de uma porcentagem como comissão.

 

4. Aluguel e viagens

Outro setor muito conhecido de marketplace são as plataformas de aluguel, como Airbnb e Zapimóveis, e também de viagens, como Hoteis.com e Booking.

Todos funcionam de forma bem semelhante: a pessoa, dona de uma casa ou pousada, por exemplo, coloca seu espaço para alugar por um período de tempo. Lá, estará disponível para quem quiser alugar.

 

5. Agendamento de serviços

Para quem é profissional liberal, também existem marketplaces feitos para agendamento de horário e divulgação de serviços.

Para quem é médico, o mais conhecido é Doctoralia, que lista profissionais de diversas áreas diferentes, categorizando por avaliação, proximidade, etc.

 

6. Anúncios de produtos

Outras plataformas de marketplaces são aquelas onde os usuários podem fazer o cadastro, colocar fotos, descrição, valores e telefone no site para vender o produto.

A plataforma não oferece nenhum meio de pagamento e divulgação, está lá apenas para agir como um intermediário. A mais conhecida nesse setor é a OLX.

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Como vender dentro de marketplaces?

Agora que você já sabe as principais informações sobre marketplace, vamos pôr a mão na massa! Aprenda passo a passo como vender dentro das plataformas e começar seu negócio.

 

1. Escolha as lojas que deseja vender

Existem muitas plataformas de marketplace, como as citadas acima. Você pode escolher uma ou várias para trabalhar. Mas, para começar, é essencial ter um pensamento mais estratégico.

Se você vende móveis, por exemplo, a MadeiraMadeira é uma opção mais interessante que a Americanas. Afinal, atrai um público mais nichado, com um objeto bem específico.

Priorizar quais canais irá trabalhar ajudará a fazer uma gestão de estoque de forma menos complicada e por isso deve ser estudada com calma.

 

2. Tenha a documentação em dia

Para ter uma loja dentro de um marketplace, é necessário fazer o cadastro com CNPJ, para emissão de nota fiscal em nome da sua loja.

Alguns outros documentos podem ser solicitados, como comprovante de inscrição estadual, declaração do regime de tributação, alvará de funcionamento do estabelecimento, contrato social atualizado, entre outros.

Se ainda não possui um CNPJ, é possível começar inicialmente como MEI, cuja abertura é bem simples e gratuita.

 

3. Crie um plano de negócios

Para iniciar qualquer negócio, você deve ter um plano para garantir que tudo esteja no caminho certo. Um plano de negócios deve incluir sua missão como marca, análise de mercado, produtos e serviços, marketing, vendas, plano financeiro, etc.

Para montar o seu, é preciso pesquisar sobre o mercado, as tendências, conhecer seus concorrentes e descobrir que tipo de produtos deseja vender e quanto deseja gastar em marketing e promoção do produto.

Tudo isso ajudará a direcionar melhor suas estratégias e garantir um crescimento sustentável do negócio.

 

4. Encontre o seu nicho

Você também precisa encontrar e investir em um nicho lucrativo, pois é importante vender produtos com demanda. 

Um negócio lucrativo precisa fazer pesquisas de mercado, encontrar produtos relevantes e competitivos que se alinham com sua paixão e interesses.

Encontrar um produto, estude seu impacto emocional, valor prático, visibilidade e reconhecimento por potenciais clientes. 

 

5. Capriche no cadastro dos produtos

Para atrair os primeiros clientes para seus produtos, é preciso caprichar na descrição e nas fotos, entregando o máximo de detalhes possíveis.

Na hora de cadastrar, lembre-se de:

  • Tirar fotos atrativas e de boa qualidade, que mostrem o produto com detalhes;
  • Colocar títulos que façam sentido e que tenham procura;
  • Colocar o máximo de detalhes na descrição, como as características do produto, tamanho, peso, medidas, benefícios, etc.
  • Deixe claro como funciona a política de frete e devolução;
  • O preço deve ser atrativo, mas dentro da realidade do seu negócio.

Caso tenha uma loja virtual integrada ao marketplace, as informações são puxadas automaticamente, o que facilita e muito o trabalho.

 

6. Faça sua parte na divulgação

Sim, estar dentro de um marketplace já é uma grande vitrine, mas seu trabalho não termina aí, Também é preciso fazer sua parte e cuidar da própria divulgação dos produtos.

Nem sempre seu produto será vinculado nos anúncios da loja, então é impossível depender 100% da plataforma e contar somente com isso para fazer suas vendas.

Reserve um pequeno orçamento para marketing e aposte nas redes sociais para fazer essa divulgação. Dentro deste artigo, temos mais dicas de como vender pela internet.

 

7. Organize o estoque e a logística de entrega

Na grande maioria dos casos, você será responsável pela logística e entrega dos produtos. Mas, com certeza será 100% responsável pelo estoque. Por isso é tão importante acompanhar esses dois processos.

O controle de estoque, separação e entrega dos produtos é seu trabalho. Caso já tenha um e-commerce, é possível vincular os dois e replicar a logística no marketplace.

Para encomendas pequenas e médias, é possível contar os Correios. Porém, para entregas grandes, é preciso já ter um contrato com transportadora.

 

8. Fique atento à comentários e feedbacks

Conforme seus produtos forem vendidos, comentários e feedbacks de consumidores irão surgir. Por isso, é essencial ficar de olho neles para aprender, corrigir possíveis erros e melhorar processos.

Tudo isso irá contribuir para melhorar sua reputação dentro da plataforma e gerar mais vendas. Lembre-se que as avaliações são as provas sociais mais importantes que existem.

Facilite seu trabalho e entregue sua loja virtual com os marketplaces

Como informado acima, muitas das informações de produtos e logística podem ser integradas entre sua própria loja e plataforma escolhida. Com isso, seus processos irão ganhar mais agilidade!

Para facilitar seu trabalho, a Confere está transformando seu Shop em Marketplace, integrando as funcionalidades para ajudar você a vender mais.

Vem aí: Clubou. Fiquem ligadinhes!

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Este texto foi escrito por Luiza Cristina Sousa.