Fluxo de caixa: Planilha GRÁTIS com Indicadores financeiros!

Por Miriam Barros

Aqui no blog da Confere, já falamos diversas vezes sobre fluxo de caixa: como controlar, como realizar projeção de fluxo de caixa, os principais erros que você não pode cometer e até ensinamos como fazer uma planilha totalmente gratuita para você utilizar na sua empresa!

Por falar em planilha, fizemos uma super aula ensinando a como montar uma planilha de fluxo de caixa completa e ainda falamos tudo sobre os principais indicadores a serem acompanhados no seu fluxo de caixa e como calcular cada um deles. Para assistir essa super aula, é só dar o play nesse vídeo:

 

 

Então, pensamos: por que não falar mais sobre cada um desses indicadores aqui no blog? 

Por isso, sente confortavelmente e siga conosco para aprender sobre cada um dos indicadores que você deve acompanhar no seu fluxo de caixa!

O que são indicadores financeiros?

Indicadores financeiros são métricas utilizadas para medir o desempenho financeiro de uma empresa. É a partir da análise desses indicadores que conseguimos concluir se a saúde financeira de uma empresa está boa.

Os indicadores financeiros são calculados através das principais demonstrações financeiras de um negócio: o Balanço Patrimonial, a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) e o DFC (Demonstrativo do Fluxo de Caixa).

Nessa publicação, vamos focar nos indicadores que conseguimos extrair a partir do Fluxo de Caixa!

Esses indicadores são essenciais para compreender desempenhos passados da empresa, criar novos planejamentos financeiros e servirem como base de monitoramento para que esses planejamentos entrem em ação.

Indicadores financeiros do seu fluxo de caixa

O próprio fluxo de caixa já é um grande indicador financeiro. É a partir dele que outros indicadores igualmente importantes são extraídos.

Muitas empresas vão a falência por não saberem gerenciar essa ferramenta tão importante. Afinal, é através dela que nós podemos entender tudo o que entra e sai do caixa da empresa, além de saber quanto devemos vender para poder arcar com os custos da empresa.

 

1. Margem de Contribuição

A margem de contribuição é a quantia de dinheiro que sobra da sua receita de vendas de um produto, serviço ou mercadoria, após tirar o valor dos gastos variáveis. 

Os gastos variáveis são compostos por custos e despesas variáveis, que são custos relacionados com o que é gasto com a produção ou quantidade do trabalho.

Alguns exemplos desses custos são: matéria prima, custo com embalagens, impostos diretos de vendas, custo com fornecedores, comissões sobre vendas, entre outros.

Para calcular a Margem de contribuição, o seguinte cálculo deve ser feito:

Margem de Contribuição = Receita de vendas - (Custos variáveis + Despesas Variáveis)

A partir desse cálculo, é possível encontrar o índice de margem de contribuição, que é a relação entre a Margem de Contribuição e a Receita de vendas. Dessa forma, o cálculo é:

Índice de Margem de Contribuição = Margem de Contribuição / Receita de Vendas

Um exemplo prático:

Receita de vendas: R$10.000,00

Custos variáveis: R$3.000,00

Margem de contribuição: 10.000 - 3.000 = R$7.000

Índice de margem de contribuição = 70%

Planilhas

 

2. Geração de Caixa Operacional

Esse indicador é o arroz com feijão da sua empresa! É ele quem vai indicar se a sua operação está positiva ou não.

Para conseguir calcular esse indicador financeiro, é necessário discriminar todas as despesas fixas do seu negócio. Esse registro deve ser feito logo após o cálculo da margem de contribuição.

Despesas fixas são custos que você tem todo mês na sua empresa. Exemplo: aluguel, salários, contas de água/luz/internet, contabilidade, sistemas/mensalidades em geral... Enfim, são gastos que estão presentes todo mês no fluxo de caixa da sua empresa e que acontecem independente do seu volume de vendas.

Após realizar o registro de todos os valores relacionados às despesas fixas, podemos chegar ao cálculo da Geração de Caixa Operacional.

Para calcular a Geração de Caixa operacional, é necessário fazer o seguinte cálculo:

Geração de Caixa Operacional = Margem de contribuição - Despesas Fixas

Seguindo nosso exemplo anterior:

Margem de contribuição: R$7.000,00

Despesas Fixas: R$5.600

Geração de caixa operacional = 7.000,00 - 5.600,00 = 1.400,00

Dessa forma, entendemos que a Geração de Caixa operacional é o que vai sinalizar se a operação da sua empresa está rentável ou não.

O valor da geração de caixa operacional é o valor que sobra e que pode ser usado para você investir, pagar crédito/juro/empréstimo que tenha feito, alguma multa, atrasos etc. 

Dependendo do caso, esse valor pode ser encarado como lucro, pró-labore, pode ser dividido pelos colaboradores, enfim, isso depende da realidade da empresa.

Lembramos que o pró-labore deve fazer parte da sua listagem de despesas fixas!

A partir da geração de caixa operacional, nós conseguimos analisar mais dois indicadores importantes para o controle do fluxo de caixa da nossa empresa. São eles: Ponto de equilíbrio com investimentos e sem investimentos.

 

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3. Ponto de Equilíbrio (com e sem investimentos)

O ponto de equilíbrio se refere ao valor mínimo que precisamos vender para poder pagar todas as contas mensais da empresa.

Para realizar esse cálculo, é necessário dividir o valor das Despesas Fixas pela porcentagem da margem de contribuição.

Seguindo o exemplo que estamos utilizando, supomos que você possui uma receita de vendas de R$10.000, com R$3.000 de custos variáveis. A porcentagem da margem de contribuição, nesse caso, será de 70% (R$7.000,00).

Agora imagine que o seu negócio gasta R$5.600,00 por mês de Despesas Fixas (aluguel, salários, contas de água/luz/internet, contabilidade, sistemas/mensalidades e pró-labore). 

Para calcular o ponto de equilíbrio, então, a fórmula é:

Ponto de equilíbrio sem investimentos = Despesas Fixas / Índice da margem de contribuição

Ponto de equilíbrio = 5.600,00 / 70% = 8.000,00

O ponto de equilíbrio, nesse caso, é R$8.000,00. Esse é o valor que nossa empresa precisaria vender por mês para arcar com todas as atividades internas.

É importante saber o ponto de equilíbrio do seu negócio, pois ele pode te ajudar a definir metas de vendas.

Por exemplo, se é necessário vender R$8 mil por mês, podemos dividir esse valor pelo número de semanas do mês (R$2.000,00) e também pelo número de dias de funcionamento (nesse caso, R$333,33 para uma empresa que funciona de segunda a sábado).

 

Investimentos operacionais

Ainda existe um outro cálculo para ponto de equilíbrio, que é o indicador envolvendo os custos dos investimentos operacionais da empresa. 

Investimentos operacionais são os investimentos que você vai fazer para crescer ou alavancar o seu negócio.

Pode ser investimento em campanhas de marketing, treinamentos/consultorias para melhoria de time, investimento em ativos físicos (equipamentos, carro). 

Nesse caso, nos investimentos operacionais nós reunimos os valores investidos em itens ou ações que esperamos algum retorno futuro, seja na melhoria das operações da empresa, seja no aumento de vendas, seja em economias futuras.

Em nosso exemplo, vamos supor que o total desses investimentos foi de R$450,00.

 

Ponto de Equilíbrio com investimentos

O cálculo do ponto de equilíbrio com investimentos, então, seria o mesmo cálculo efetuado para calcular o ponto de equilíbrio da sua empresa, mas dessa vez incluindo na conta o total dos investimentos operacionais.

Dessa forma, a fórmula fica:

Ponto de Equilíbrio COM investimentos = (Despesas Fixas + Investimentos Operacionais) / % da Margem de Contribuição

Ponto de equilíbrio COM investimentos = (5.600 + 450) / 70% = 8.642,86

 

4. Resultado Operacional

Para chegarmos ao Resultado Operacional do caixa da nossa empresa, é preciso calcularmos o total de custos do caixa.

O total de custos é a soma dos custos variáveis + despesas fixas + investimentos operacionais.

O resultado operacional da empresa é calculado pelo Valor das Receitas de Vendas - Total de Custos da empresa.

Em nosso exemplo, teremos:

10.000 (Total de Receita de vendas) - 9.050 (Total de custos)  = 950 (9.5% de lucro na operação)

Sabemos que empreender não é simples, principalmente se encararmos como é feito o controle do caixa.

Percebemos que os custos para manter o funcionamento de uma empresa é elevado e a receita com vendas é apenas a ponta do iceberg do nosso controle financeiro. 

E, infelizmente, não pára por aí. Para entendermos qual o resultado líquido da nossa operação, precisamos avaliar outra categoria:

 

Entradas e saídas não operacionais

Existem outros fatores que podem influenciar no caixa da sua empresa e que não estão discriminados nos custos calculados.

Essas são as entradas e saídas não operacionais. Nessa categoria, podem existir valores como antecipação de vendas, pagamento/recebimento de empréstimo, distribuição de lucros etc.

Todos esses valores, apesar de saírem ou entrarem no caixa da empresa, não estão relacionados à operação dela de fato. Por isso entram nessa categoria!

Vamos supor que no nosso exemplo, tivemos um total de R$500,00 de entradas e saídas não operacionais.

 

5. Resultado líquido

Agora finalmente chegamos ao resultado líquido do nosso caixa. Para calcular esse indicador financeiro, é necessário subtrair as entradas e saídas não operacionais do valor obtido no cálculo de resultado operacional.

Usando nosso modelo de exemplo, essa conta seria, então: 950 (Resultado Operacional) - 500 (Entradas e Saídas não operacionais) = 450.

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