Por que grandes empresas estão migrando para a nuvem?

Por Ricardo Cici

A maioria dos profissionais de finanças já reconhece que é inevitável resistir à migração de suas operações para a nuvem.

Para muitos é só uma questão de tempo, do tipo da nuvem (pública, privada ou hibrida) e do método de migração.

Mas nem todos do mercado estão se acompanhando esse ritmo. Ao invés disso, existem sinais de que ele esteja se dividindo.

De um lado temos as PME’s com menos de 1.000 empregados, que, sem as amarras de outros sistemas e tecnologias, estão se movendo rapidamente para a nuvem para agarrarem a oportunidade e a conveniência de terem um terceiro se responsabilizando pelo desenvolvimento e TI, além dos baixos custos.

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Do outro lado estão as grandes empresas que possuem uma outra série de motivos para migrar para a nuvem (no meio de tudo isso estão as médias empresas, que estão em situação desfavorável, uma vez que possuem necessidade de infraestrutura complexa, mas não possuem capital o suficiente para resolver esse problema).

Para as grandes empresas (com mais de 5000 empregados) os motivos para migrar suas operações para a nuvem são um pouco diferente do restante do mercado.

Para começar, elas já dedicam grandes orçamentos para o desenvolvimento in-house de TI e, com esses recursos, podem considerar uma grande quantidade de soluções (na nuvem ou não), mas é a chamada “agilidade” que a nuvem apresenta que parece ser o fator decisivo.

Um estudo do final de 2014 feito pela IDG diz que a habilidade de se estruturar e começar rapidamente as operações das aplicações é a maior razão porque as empresas estão migrando para a nuvem (39%).

Uma pesquisa feita pela Harvard Business Review em março de 2014 mostrou que 54% dos representantes de grandes empresas disseram que “a tecnologia da nuvem realmente transformou os seus negócios”.

As multinacionais podem usar o imediatismos da nuvem e a escalabilidade para dar o suporte necessário para as mudanças operacionais e até de estratégia.

Grandes empresas não estão acostumadas a serem capazes de se moverem rapidamente.

Num passado recente elas eram limitadas pela falta de flexibilidade nas infraestruturas de TI, mas a nuvem as deu uma nova perspectiva e a agilidade que normalmente só pode ser associado a ambiciosas start-ups.

Por exemplo, aplicações de gerenciamento de performance baseados na nuvem permitem que essas grande empresas sejam capazes de encontrar uma solução financeira para uma nova aquisição em questão de dias sem ter que comprar um novo hardware ou emprestar recursos de TI para outros projetos.

Da mesma maneira, sistemas na nuvem podem ser implementados rapidamente para apoiar reorganizações ou operações recém estabelecidas em mercados emergentes.

Em junho de 2014 a Aberdeen Group publicou uma nova pesquisa “Cloud Analytics for the Larger Enterprise” que apontava que a velocidade na entrega de informações da nuvem é a sua maior vantagem.

Para se ter uma ideia , empresas na nuvem são 58% mais propensas a estarem satisfeitas em relação à velocidade na entrega das informações do que as outras empresas.

E, embora a adoção de sistemas financeiros na nuvem esteja historicamente atrás de sistemas de vendas e marketing, um outro estudo de 2014 chamado “Empowering the Modern Finance Function” feito pela Longitude Research, revelou que somente 17% das grandes empresas ainda não usam a nuvem, 29% já tem todo seu processo baseado na nuvem e o restante pretende fazer essa migração nos próximos 2 anos, com somente 10% idealizando migrar em 5 ou mais anos.

Em contraste 31% da grandes empresas não tem a intenção de migrar seus ERPs para a nuvem. 

As companhias tem todas as razões para mudar suas operações para a nuvem, mas, pelo que parece, serão compelidas a se adaptarem. As pesquisas mostram que tanto as aplicações colaborativas como as financeiras vão beneficiar as empresas exatamente por estarem na nuvem.

Texto Original: goo.gl/W7JjJR

 

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