Conheça os principais tipos de e-commerce para empreender na internet!

Por Miriam Barros

Você não precisa ter uma loja virtual apenas voltada para o consumidor final. Há vários tipos de e-commerce, com diferentes finalidades, e oportunidades. Você os conhece?

O mercado eletrônico ampliou consideravelmente os tipos de negócio que já vinha sendo utilizados e deu força para muitas pessoas começarem a empreender.

Inclusive, o Brasil chegou a ter o maior crescimento na taxa de empreendedores quando comparado com outras economias, no contexto de pandemia.

Mas começar a empreender é uma tarefa que exige planejamento, organização e muito conhecimento sobre vendas.

No âmbito interno: estoque, fluxo de caixa, gestão, logística são algumas das questões principais. Já no âmbito externo, você deverá gerir e atrair clientes, bons fornecedores e parceiros.

Por falar em clientes, pensar no seu público-alvo é um dos fatores-chave de um negócio, afinal, é a partir dessa definição que estratégias de vendas e ações de marketing são traçadas.

Não muito diferente do varejo tradicional, um e-commerce pode ter como cliente uma pessoa física ou empresa, funcionando a partir de diferentes tipos e modelos.

Ficou confuso?

Calma! Neste artigo vamos explicar como funciona a dinâmica de cada modelo de negócio e os tipos de e-commerce para você empreender. Vamos lá?

Habilitar sacolinha do instagram

O que é um e-commerce?

Basicamente, “e-commerce” faz referência a dinâmica de mercado que já conhecemos de compra e venda, a conexão de oferta e demanda de forma eficiente.

A diferença é que, no e-commerce, essa lógica de mercado se dá através do ambiente digital, que fora impulsionado pela tecnologia.

O comércio eletrônico, então, engloba todo o ecossistema de negócios digitais, sua pluralidade de canais, opções de ofertas, meios de pagamentos e formas de entrega.

Resumindo: o e-commerce envolve a comercialização de produtos e serviços em diferentes tipos de canais digitais que, como veremos, crescem cada vez mais no Brasil.

Potencial do e-commerce

O primeiro e-commerce do Brasil surgiu em 1995 com o site Booknet, loja virtual que hoje é a Submarino do grupo B2W.

Atualmente, o país conta com inúmeras grandes redes, marketplaces e tipos de e-commerce: do Mercado Livre ao Shopee, são várias opções para o consumidor.

Mas foi apenas no decorrer dos anos 2000, com a popularização da internet, que o segmento teve um crescimento exponencial, tornando-se um mercado bilionário.

Segundo pesquisa da eMarketer, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de países com maior crescimento previsto para este ano no e-commerce.

Esses dados são anteriores a pandemia que, por sua vez, gerou um impacto de crescimento para o setor diante do isolamento social.

Ainda em 2019, o crescimento do e-commerce no Brasil já apresentava dados relevantes.

As vendas online foram responsáveis por um faturamento de R$ 61,9 bilhões só naquele ano.

A Statista prevê um faturamento de US$ 5,6 bilhões no comércio eletrônico do país nos próximos anos e crescimento estimado de 7,25% entre 2021 e 2025.

Projeta-se ainda uma receita aquecida de US$ 7,4 bilhões no fim deste período.

É importante destacar que, embora o comércio digital cresce a cada dia, os pontos de venda físicos continuam sendo relevantes, e muitos integram digital e material. 

Nesse sentido, uma pesquisa feita pelo Euromonitor junto ao Google mostra que o varejo físico segue sendo essencial para o mercado, mas enfrenta baixas nas vendas.

De acordo com o estudo, em 2019, as vendas em lojas físicas representavam 71%. E agora, a previsão é que esse número chegue a 58% até 2025.

Uma das razões para essa transformação de mercado inclui o fato de que a jornada do consumidor é mais fluida no ambiente digital, com novos modelos de compra que vem se consolidando no e-commerce brasileiro: da personalização à curadoria de produtos. 

Especialistas do Google ressaltaram ainda que lojas virtuais se destacam pela conveniência oferecida dentro de um ambiente de consumo mais dinâmico.

Já para os lojistas, os pontos de venda digitais representam economia com custos de aluguel, mas também a necessidade atenção para o customer experience e para a criação de campanhas de engajamento.

Diante de todas as mudanças no varejo e a potencialidade do e-commerce brasileiro, ter presença online se torna essencial para os empreendimentos nesse novo contexto.

Dito isso, veja agora quais são os principais tipos de e-commerce. 

Loja online gratuita Confere Shop

6 principais tipos de e-commerce

Como citado mais acima, o e-commerce é uma comercialização mediada pela internet, e cada negócio ainda mantém suas dinâmicas de venda e a relação entre empresa cliente.

Em sua expansão, vários modelos de negócios viram uma oportunidade, e hoje, estão presentes no comércio eletrônico.

Logo abaixo, listamos os tipos de e-commerce, suas dinâmicas e características principais. Segue!

 

Business to Business (B2B)

A sigla B2B significa business-to-business, um termo em inglês que traduzido seria como “de negócio para negócio”. 

Um e-commerce do tipo B2B é aquele que vende para outras empresas. 

Em geral, são lojas virtuais de distribuidores ou fabricantes de maquinários ou matéria-prima, que vendem para empresas que produzem para o consumidor final.

Dentre os principais desafios de um e-commerce B2B, deve-se considerar as flutuações econômicas que causam alterações no preço; na capacidade de transporte e no pedido mínimo continuamente.

Com isso, a estrutura gerencial de um e-commerce B2B precisa ser mais complexa para dar conta das variáveis que são esperadas para esse modelo de negócio.

 

Business to Consumer (B2C)

B2C significa business-to-consumer, em português, “do negócio para o consumidor”. 

Dentre os tipos de e-commerce, esse é o que a maioria das pessoas está acostumada a acompanhar e podemos até chamá-lo de varejo digital tradicional.

Diferente do B2B, neste, o produto é direcionado para o cliente final, sem passar por um intermediário.

Deste modo, lojistas de roupas, acessórios, cosméticos, ou artesanato – que produzem e comercializam ou revendem itens – se encaixam nessa definição.

Traçando uma linha lógica, pense no e-commerce como uma rede: o fornecedor de sua mercadoria pode ser considerado B2B – pois vende para sua loja – e você B2C, pois comercializa para o consumidor.

 

Customer-to-customer (C2C)

Nesta categoria de negócios, o próprio consumidor comercializa produtos para outros consumidores.

Para isso, pode ser utilizado um marketplace, site que se destina a vender diversos produtos de variadas lojas e também de consumidores.

Um e-commerce C2C funciona como um shopping na internet: é possível encontrar diferentes produtos de vários vendedores diferentes em um mesmo local.

Quando um produto está disponível em um marketplace, a plataforma intermedia o pagamento e a relação C2C ou B2C.

Pensando nos tipos de e-commerce, o modelo C2C acaba sendo uma proposta atraente pela simplicidade de gerenciamento. 

Você só precisa se cadastrar no marketplace de sua preferência e catalogar seus produtos

 

Customer-to-business (C2B)

Diferentemente das formas tradicionais de compra e venda de produtos, o modelo de negócio customer-to-business diz respeito à comercialização entre consumidores e empresas.

O conceito não é complicado e já é bem usual atualmente. Um exemplo são os brechós que compram roupas de pessoas físicas para comercializá-las.

Outro exemplo são os sites de bancos de imagem, na qual pessoas podem subir suas fotos e vídeos para empresas que pagam pelo material.

 

Business-to-government (B2G)

Também conhecido como business-to-administration (B2A), este é um tipo de negócio que comercializa com instituições governamentais.

Deste modo, traduzindo B2G seria empresa para governo, ou empresa para administração pública.

Este modelo de negócio possui algumas particularidades, entre elas o processo de licitação, regulamentado pela Lei n.º 8.666/1993.

Por se tratar de dinheiro público, considerando os tipos de e-commerce, esse, com certeza possuirá mais burocracias e responsabilidades.

 

Citizen-to-government (C2G)

Cidadão para o Governo é um modelo de negócio no e-commerce cuja iniciativa depende costuma surgir da própria administração pública.

Nesta dinâmica, cidadãos conseguem contribuir nas ações do Estado. A pessoa física, deste modo, propõe soluções e negocia com os diferentes órgãos governamentais.

Confere Shop loja online grátis

Tipos de canais de venda de commerce

O que acabamos de apresentar são os principais modelos de negócio e tipos de e-commerce com base nas relações de consumo. 

Além destes, um e-commerce pode ser classificado, dentre outros pontos, pelo seu canal de venda.

Acompanha a leitura para você conhecer todos eles!

 

M-commerce

Os aparelhos móveis impactaram de forma única o varejo nacional. Nesse contexto, o mobile commerce, ou m-commerce, tornou-se um forte nicho.

Se entende como mobile commerce quando todo o ciclo de venda é feito por um aparelho móvel, podendo ser um celular e ou tablet.

A compra por smartphones são bem atrativas, afinal, podem ser feitas de qualquer lugar. E essa foi a perspectiva das lojas online que começaram a produzir aplicativos.

A maioria do m-commerce se concentra em apps, mas conta também com lojas que se dedicam para que seus sites sejam responsivos e tragam uma experiência positiva em diferentes canais.

 

Social commerce (s-commerce)

As redes sociais se tornaram canais também de venda e hoje possuem espaços dedicados só para isso em suas estruturas.

O s-commerce, ou comércio em redes sociais, utiliza a estrutura e a dinâmica destas mídias para comercializar seus produtos. 

Dentre os tipos de e-commerce, ele, com certeza, é um dos mais atrativos!

Para muitos, as mídias são suporte, que ajudarão a divulgar seus produtos e levá-los ao seu site.

Já outros, olham para estas plataformas como canais de social selling – ou seja, para vender por esses canais. 

A dimensão do s-commerce pode ser vista com a criação do Instagram Shopping e o marketplace do Facebook.

Sua maior vantagem é contar com o tráfego das mídias, e para pequenos empreendedores e inexperientes, é um ótimo espaço para começar.

 

TV commerce (t-commerce)

O t-commerce pode ser pouco visto, mas diz respeito às funcionalidades das smart TVs em conexão com as emissoras e o comércio eletrônico.

Nessa modalidade nova, o espectador pode comprar o que lhe interessa pela própria televisão, sem precisar buscar outro dispositivo.

Essa é uma nova oportunidade de monetização para as emissoras e lojas online, e conforto para sua audiência que poderá realizar compras com os recursos interativos do aparelho.

 

Live commerce

Pode-se dizer que este é um dos tipos mais novos de e-commerce e se consolidou, sobretudo, no isolamento social implicado pela pandemia.

Sua característica se baseia em lives com produtos de conteúdos, influenciadores, artistas, que inserem vendas e promoções de produtos em suas apresentações.

Outra live commerce que já vinha acontecendo era o mutirão feito pelas grandes marcas em eventos especiais, como black friday.

Geralmente, são interativas, envolvem vários canais de YouTube, Facebook, Instagram, e ganham muita audiência.

Conclusão

Existem variados modelos de negócios, assim como formas de vender pela internet. 

Vimos o m-commerce, o s-commerce, as dinâmicas B2B e B2C… São tantos tipos de e-commerce que o ideal é que você entenda bem cada um deles antes de investir.

Dessa forma, é possível se estabilizar, fazer análises, criar estratégias e interpretar dados de aderência de público, desempenho do produto de acordo com sua escolha.

E lembre-se: após esse planejamento, considere investir em uma loja virtual gratuita.

Na Confere, por exemplo, você terá acesso a uma série de recursos, segurança e diferentes possibilidades de monetização para o seu negócio!

Portanto, estude bem os modelos de negócios, os tipos de e-commerce e seus respectivos canais de venda. Siga essa perspectiva para que o seu empreendimento tenha sucesso no competitivo comércio digital brasileiro!

Nova call to action

Este texto foi escrito por João Barros