Você conhece os tipos de fluxo de caixa?

Por Ricardo Cici

Os empreendedores precisam cumprir diversas tarefas administrativas, e o fluxo de caixa é uma delas.

Essa ferramenta é responsável pelo desenvolvimento, controle e projeção dos negócios.

Por meio dela é possível avaliar o andamento de diversas áreas da empresa, mensurando o valor presente e projetando os lançamentos e investimentos futuros.

Além disso, ele é responsável pela avaliação e controle de investimentos.

Embora os gestores, no geral, tenham o entendimento do que é o fluxo de caixa, poucos tem o conhecimento do conceito real dessa ferramenta tão eficaz.  

De maneira geral, o fluxo de caixa pode ser definido como um movimento monetário que altera o saldo de dinheiro acumulado, ou seja, é o movimento do valor monetário que, efetivamente, entra e sai.

Pensando nisso, separamos as principais áreas onde o fluxo de caixa deve ser utilizado, e os tipos de fluxo de caixa mais eficaz. 

São diversas as áreas nas quais o empreendedor precisa desenvolver e aplicar um controle de fluxo de caixa.

Não apenas com enfoque financeiro, o fluxo de caixa precisa ser utilizado, com efetividade e comprometimento, em todos os setores empresariais.

Para isso, listamos as 4 principais áreas de aplicação dessa ferramenta. 

Vamos lá? #ConfereAi!

Neste post, você vai ver:

Fluxo de Caixa para Área de Produção

Utilizado para promover alterações nos prazos de fabricação dos produtos, determinando as novas alterações nas necessidades de caixa.

Fluxo de Caixa para Decisões de Compras

Utilizado como uma ferramenta eficaz nas tomadas de decisão, sendo o medidor da existência de saldos disponíveis de caixa.

Por meio dele é estabelecida uma sincronização dos fluxos de caixa, avaliando os prazos concedidos para pagamento das compras, com os estabelecidos para recebimento das vendas.

Fluxo de Caixa para Políticas de Cobrança

Ágeis e eficientes, o fluxo de caixa para política de cobrança permite disponibilizar recursos financeiros mais rapidamente à disposição da empresa, constituindo um importante reforço de caixa.

Fluxo de Caixa para a Área de Vendas

Por meio do fluxo de caixa da área de vendas é possível avaliar e controlar todas as decisões da área comercial.

Desse modo, as tomadas de decisão são realizadas somente após uma prévia avaliação de suas implicações sobre os resultados de caixa (prazo de cobrança, despesas com publicidade e propaganda, etc);

Existem diversos tipos de fluxo de caixa.

Cada um deles é responsável por mensurar alguma área financeira especifica da organização. Para saber quais são, onde e como deve aplicá-los, separamos os 8 fluxos de caixa mais usados no desenvolvimento, organização e crescimento dos negócios. São eles:

 

1º - Fluxo de Caixa Operacional 

O fluxo de caixa operacional é o responsável por manter a empresa funcionando.

Ele financia todas as operações do negócio, sendo utilizado para compra de reposição de materiais, pagamento de funcionários, e todos os demais custos necessários para que operação eficaz do negócio. 

 

2º - Fluxo de Caixa Financeiro 

O fluxo de caixa financeiro possibilita o empreendedor mensurar uma previsão de caixa, minimizando o inesperado. 

Por meio do fluxo de caixa financeiro é possível medir as entradas e saídas futuras de recursos monetários durante um determinado período, possibilitando aos empreendedores reservarem um ativo extra para cobrir as variações entre as necessidades monetárias reais e previstas.

 

3º - Fluxo de Caixa para Investimentos 

O fluxo de caixa para investimento mensura as "sobras" monetárias. 

Ele é medido, basicamente, pelas reservas que a empresa obtém após o financiamento de todas as operações, sendo elas pendências financeiras, empréstimos, notas promissórias ou qualquer outro passivo.

Alimentar esse fluxo de caixa possibilita o direcionamento dos ativos em investimentos diversos, como os títulos do governo ou ações na bolsa de valores. 

É importante que esses valores sejam aplicados em ações que possam retornar a empresa em maior volume. 

 

Planilha Fluxo de Caixa

 

4º - Fluxo de Caixa Direto

Esse método considera a forma bruta das operações, sendo utilizado para registrar os recebimentos e pagamentos das atividades operacionais sem realizar descontos.

Para isso, os recebimentos e pagamentos devem ser organizados de acordo com a natureza contábil, de modo que sejam divididos em classes (recebimentos de clientes, pagamento de fornecedores, tributos etc).

Tendo como principal vantagem/objetivo, permitir que as informações de caixa fiquem disponíveis diariamente.

 

5º - Fluxo de Caixa Indireto

O fluxo de caixa indireto é um método que se baseia na análise dos lucros e prejuízos do exercício apontados na DRE (Demonstrativos de Resultados do Exercício), e ajustados por itens econômicos como depreciação, amortização e variações nas contas patrimoniais.

Para tanto, não é preciso ter total controle do fluxo de caixa, basta utilizar os balanços patrimoniais referentes ao início e ao final do período, além da DRE e outras informações contábeis. Porém, por meio desse método é possível que haja algumas distorções nos resultados.

 

6º - Fluxo de Caixa Projetado

O fluxo de caixa projetado é uma estimativa que permite ao empreendedor planejar suas iniciativas futuras, referentes ao negócio, com base nos resultados obtidos.

Além disso, ele possibilita que o gestor realize a análise de contas do presente (pagamentos e recebimentos), fazendo uma média e projetando-as para construir uma visão futura do negócio.

Esta visão auxilia o gestor a projetar a realização de pagamentos e recebimentos para organizar o negócio, efetuar ajustes para corrigir as falhas de administração de recursos, estagnando as perdas em busca de um resultado financeiro favorável, planejando investimentos para a expansão.

 

7º - Fluxo de Caixa Livre

Esse fluxo de caixa mede a capacidade do negócio em gerar capital em curto, médio e longo prazo, indicando o saldo da comparação com o fluxo de caixa operacional.

Por meio do fluxo de caixa livre é possível analisar o resultado esperado e, em caso de balanço positivo, estudar possíveis aplicações para o capital ocioso.

Já em caso de balanço negativo, é possível traçar as estratégias para reverter o quadro e alcançar a saúde financeira do negócio.

Além de determinar as medidas mais apropriadas para o futuro da empresa, como a abertura de novas unidades, solicitação de empréstimos, ampliação do estoque ou até mesmo a falência do negócio.

 

8º - Fluxo de Caixa Descontado

O fluxo de caixa descontado é conhecido pela sigla FDC.

Ele é, basicamente, um cálculo que determina o valor de uma empresa, sendo utilizado na captação de investidores, no processo de compra e venda de uma companhia ou em caso de fusões, para avaliar o retorno do capital investido.

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